| Austral no Atacama - Diário de Bordo: San Pedro de Atacama a Salta |


| Dia 07 | San Pedro de Atacama, CL - Salta, AR


O sétimo dia foi o mais pesado da viagem inteira. Programamos a volta para Salta, mas antes cruzaríamos várias paisagens famosas do deserto. Queríamos ver os Gêiseres del Tatio, mas para isso era necessário acordar às 4h da manhã. O pico dos vapores que saem dos gêiseres acontece próximo às 06h da manhã, quando o Sol ainda está nascendo, pois a temperatura fica abaixo de 0ºC, criando um choque térmico com os vapores a 85°C. Demos check-out do hotel e às 4:30 já estávamos no carro, procurando pelas vans que fazem o passeio, para descobrirmos o caminho correto. Seguimos em direção ao norte, a 90km de distância de San Pedro de Atacama, em uma estrada de terra. Conseguimos fazer uma rápida pausa antes de o sol começar a nascer, para observar e fotografar as estrelas. Confesso que esse foi um momento bastante esperado dessa viagem, afinal o Atacama possui um dos céus mais limpos e em condições perfeitas para a observação dos astros, mesmo que a olho nu.


Géiser del Tatio

Chegamos aos gêiseres às 6:30, exatamente o horário de maior pico do vapor. Assim que saímos do carro, sentimos o frio de -5ºC, na altitude de 4320m. A luz do sol ainda não havia ultrapassado as montanhas, o que deixou o cenário mais interessante, sombrio, frio e com ares de ficção científica. A vontade era de pular em cima de algum dos gêiseres, que suas colunas de vapor podem alcançar 10m de altura. Observamos que quem contratou o serviço de guia e expedição, era paparicado com cobertores e chocolate quente, para aliviar a temperatura gelada e cortante. Se você quer ter conforto durante todos os passeios, essa pode ser uma opção a se considerar.









Géiser del Tatio

Raquel no Géiser del Tatio

Contemplamos o espetáculo e assim que o sol surgiu, seguimos rumo a San Pedro novamente. Em todo o trajeto de volta, nos deparávamos com lhamas soltas na estrada. Algumas junto com seus pastores e outras selvagens. Chegamos em San Pedro apenas para reabastecer o carro. Estávamos já retornando para a Argentina e ao invés de passarmos pela fronteira através de Paso de Jama, decidimos que iríamos atravessar a fronteira por Paso Sico. Como é um caminho menos atravessado e com povoados muito pequenos, o único posto de combustível que iríamos encontrar no caminho era em San Antonio de los Cobres, na Argentina. Praticamente na intersecção da Ruta 23 com a famosa Ruta 40, que te leva até o sul do país. Então é recomendado atenção com a questão do combustível em sua viagem.



O caminho até a fronteira foi o ponto alto do Atacama. A estrada é rodeada por vulcões, vegetações rasteiras, montanhas de areia e pedras com colorações mostarda e cinzas, contrastando com salares e lagoas verdes e azuis turquesas. É um local completamente mágico, onde você passa pela linha do Trópico de Capricórnio, as lagoas altiplânicas Miscanti e Miñiques (que são um dos pontos altos de deslumbramento do deserto) e o salar de Aguas Calientes. O único problema para explorar o local fora do carro é o vento forte que bate na região, o que pode acabar impossibilitando um pouco a experiência de estar em total contato com o deserto ao ar livre.

Trópico de Capricornio - Desierto de Atacama

Laguna Miscanti y Miñiques

Laguna Miscanti y Miñiques

Raquel na Laguna Miñiques

Aguas Calientes y Piedras Rojas

Aguas Calientes y Piedras Rojas

Aguas Calientes y Piedras Rojas

Após contemplarmos todos esses cenários magníficos, chegamos na fronteira entre Chile e Argentina no Paso Sico. O posto de fronteira dos dois países era recente, acabara de inaugurar em 2015. Era tão novo na época, que tinham apenas três agentes argentinos e o Chile não havia iniciado suas operações por ali. Não havia agentes chilenos para registrarem a nossa saída do país, apenas conseguimos registrar a entrada na Argentina novamente. Os funcionários argentinos foram muito solicitos e nos informaram que nesse caso poderíamos ter registrado a saída do Chile em San Pedro do Atacama, que se encontrava a 206km dali, ou poderíamos registrar a saída do país no consulado chileno no Brasil. Seguimos viagem rumo à Salta novamente, cruzando novamente a Cordilheira dos Andes.

Paso Sico

Chegamos no final da tarde na capital da província de Salta e resolvemos nos hospedar novamente na praça 09 de Julio, mas dessa vez no Hotel Salta. Com uma arquitetura hispânica do período colonial, o hotel possui instalações confortáveis para quem quer descansar ou aproveitar para fazer turismo na cidade. Recomendamos a estadia lá.


Vista de balcão do Hotel Salta.

Instalações do Hotel Salta.


A bota usada no Deserto do Atacama, com a vista da Cordilheira dos Andes, em Salta.

Painel no restaurante do Hotel Salta, com os brasões de todas as províncias da Argentina.


rotas traçadas:

Lugares imperdíveis:

  • Geiser el Tatio

Via terrestre pela Ruta B-245 saindo de San Pedro de Atacama a 79,1Km de estrada de terra. Norte.


  • Lagunas Altiplanas - Miscanti Y Miñiques

Via terrestre pela Ruta 23 saindo de San Pedro de Atacama a 111km de asfalto. Sul.


  • Salar de águas calientes

Via terrestre pela Ruta 23 saindo de San Pedro de Atacama a 150km de asfalto. Sul.


  • Paso Sico

Via terrestre pela Ruta 23 saindo de San Pedro de Atacama a 210km de asfalto. Sudeste.


  • Hotel Salta

Rua Buenos Aires, Nº1.

Salta - provincia de Salta, Argentina

https://www.hotelsalta.com/

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